Cientistas há muito suspeitavam de uma ligação entre herpes-zóster e demência.

Agora, um estudo britânico publicado na revista Nature traz evidências convincentes: a vacina contra o vírus varicela-zóster (VVZ) protege principalmente mulheres da demência. “A análise apresentada é o melhor trabalho publicado até agora sobre a relação entre uma infecção viral e o aumento do risco de demência”, afirma Martin Korte, neurobiólogo e professor na Alemanha. O estudo acompanhou dois grupos no País de Gales ao longo de sete anos.

Entre as mulheres imunizadas, o risco de desenvolver demência foi 20% menor. Nos homens, não houve efeito significativo. A vacina Zostavax, utilizada no estudo, é feita com uma versão ativa, porém enfraquecida, do vírus. Atualmente, a vacina Shingrix, que não contém o vírus ativo, é mais utilizada devido à sua maior eficácia. A herpes-zóster, também conhecida como cobreiro, é mais comum em pessoas acima de 50 anos ou com o sistema imunológico enfraquecido. A doença pode causar febre, erupções cutâneas e fortes dores.

Ainda não está claro por que a vacina age de forma diferente em mulheres. Uma hipótese é que processos neuroinflamatórios desencadeados por mecanismos autoimunes seriam reduzidos pela vacinação, protegendo principalmente as mulheres.

No Brasil, a vacinação contra herpes-zóster é indicada para pessoas a partir dos 50 anos, mas está disponível apenas na rede privada e não é coberta pelo SUS. “O efeito da vacinação na prevenção ou no retardamento da demência é tão grande que isso vira um argumento a favor da imunização para além da proteção contra a herpes-zóster”, defende Peter Berlit, da Sociedade Alemã de Neurologia. *Leia a matéria completa:*

https://portaldoenvelhecimento.com.br/vacina-contra-o-herpes-zoster-reduz-em-20-risco-de-demencia-em-mulheres/, coordenação GA Santa Cruz e GA Perdizes da ABRAZ São Paulo.